Os orelhões, famosos telefones públicos das ruas brasileiras, começarão a ser retirados definitivamente das ruas de todo o Brasil a partir de janeiro deste ano. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 38 mil aparelhos ainda permanecem instalados no país. Na Paraíba, 147 orelhões ainda estão ativos em 75 municípios.
A extinção dos aparelhos não será feita de forma imediata em todos os locais. Em janeiro começa, de forma massiva, a remoção das carcaças e aparelhos desativados. Os orelhões só devem ser mantidos em cidades onde não há rede de celular disponível, e não vão passar de 2028.
O processo de retirada dos orelhões vinha ocorrendo nos últimos anos. Segundo a Anatel, em 2020, o Brasil tinha, ainda, cerca de 202 mil orelhões nas ruas.
Como contrapartida pela desativação dos orelhões, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou que as empresas redirecionem recursos para investimentos em redes de banda larga e telefonia móvel, tecnologias que atualmente concentram a maior parte da comunicação no país.
Dados da Anatel indicam que mais de 33 mil orelhões ainda estão em funcionamento, enquanto cerca de 4 mil passam por manutenção.

O orelhão surgiu em 1971 e foi criado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira. Inicialmente, os orelhões tiveram outros nomes, como Chu I e Tulipa.
Embora cabines telefônicas já existissem em outros países, o modelo criado pela arquiteta, durante trabalho em uma companhia telefônica, tornou-se icônico pelo design inovador, que acabou sendo reproduzido em países como Peru, Angola, Moçambique e China.
Além do apelo visual, o formato tinha uma função prática. A estrutura foi projetada para melhorar a qualidade acústica das ligações, direcionando o som para fora da cabine, reduzindo ruídos e protegendo o usuário do barulho externo.
Com informações do g1
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